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"A palhaçaria é um processo de descobertas", voluntários do Nariz Solidário contam como é o trabalho

Pedimos para que dois membros do nosso elenco compartilhassem sobre como conheceram o Nariz e o que mudou na vida de cada um deles



O voluntariado muda vidas. E ele também impacta diretamente quem trabalha com a missão de levar humanização aos lugares de vulnerabilidade. Neste processo de descobertas e de desenvolvimento pessoal, o voluntário tem a sua vida mudada de diversas formas. Esta também é uma das funções da Associação Nariz Solidário: transformar a vida de quem trabalha conosco


Focando em evidenciar ainda mais o trabalho da humanização, conversamos com dois voluntários da associação para darem um depoimento dessa trajetória conosco. Entre aprender sobre figurino, maquiagem e improvisação, até compreender como lidar com a dor do outro, mostramos também como é a rotina e a responsabilidade de fazer um trabalho voluntário. Engaje na leitura!


A reverberação do autoconhecimento


Aos 57 anos, Antonio Carlos Vieira Junior é voluntário no Nariz Solidário há cinco anos e seis meses. Seu primeiro contato com a palhaçaria foi assistindo peças da Cia dos Palhaços, em que descobriu que além da diversão, eles também ministravam cursos sobre o assunto. "Eu fiz um desses cursos de palhaçaria e depois participei de uma oficina chamada ''Palhaços em Hospital", conta Antonio. Foi nessa ação que ele conheceu alguns membros do Nariz Solidário. Não foi por outra. Ele fez a inscrição no grupo ao abrir o processo seletivo e passou a ser um membro do elenco do Nariz. "Sempre quis fazer trabalho voluntário e aquela era minha chance perfeita", diz.


Perguntado sobre o que a palhaçaria significa para si, Antonio reforça que o principal aprendizado é o autoconhecimento. "Ela ensina muito a respeito de quem você é e qual seu lugar na sociedade. Ser voluntário é um processo de descobertas a respeito de empatia e humanização", relata. Para ele, participar de projetos como o Nariz Solidário junta esses dois conceitos com o comprometimento e a seriedade da ONG.


Ninguém nasce aprendendo. Por isso, Antonio relata que para os novos membros que entram no projeto para serem voluntários é comum existir formação de conhecimento e técnica da palhaçaria. "O Nariz Solidário procura sempre dar formação aos seus voluntários e sempre traz oficinas que aperfeiçoem o ofício do palhaço com foco no trabalho hospitalar", explica Antonio. Inclusive, o Nariz iniciou esse ano o treinamento do Encontros e Risos, projeto de capacitação da ONG realizado com recursos do programa e apoio de incentivo à cultura de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba e patrocínio do EBANX.


Até os aspectos de caracterização e construção do palhaço como personagem são alinhados com a ONG. E, claro, se tornam um processo de transformação contínua, como diz Antonio."Tivemos uma orientação específica sobre maquiagem e figurino, para que estivéssemos alinhados com a proposta da ONG.


Antonio também comenta os trabalhos que mais gosta de participar no Nariz. "Fiz atuações em hospital infantil e hospital de idosos, e gostei muito de atuar nos dois, embora sejam bastante diferentes", comenta. O aprendizado quanto a isso, é constante. Temos uma determinada imagem que vai sendo lapidada, e assim será sempre. O palhaço, assim como todos nós, está sempre evoluindo", conclui.


A responsabilidade de um trabalho voluntário


Tatiana Gimenes sempre foi muito criteriosa com seu horário. "Hoje nós temos uma agenda em que já conseguimos definir com bastante antecedência as escalas de trabalho", explica ela sobre a rotina de uma voluntária no Nariz Solidário. Ela atua como professora em uma escola pública de Curitiba, dando aula do fundamental ao médio. A atuação com a vulnerabilidade já faz parte do seu cotidiano, bem como o vínculo com a arte.


Seu contato com a palhaçaria começou após assistir a um evento em uma das escolas em que trabalhava. "Eu fiquei intrigada querendo saber mais o que aquele pessoal fazia. Um dia, fuçando na internet encontrei o Nariz Solidário e vi que estava com o processo seletivo aberto. Eu não tinha muita experiência, mas eu tinha paixão e vontade de ser voluntária", conta Tatiana. E deu certo!


Atualmente, sua rotina é dividida entre o trabalho na escola e a participação das visitas aos hospitais durante os sábados, divididos em intervalos de 15 dias. "As escalas são feitas conforme possibilidade do voluntário. Como eu só posso aos finais de semana, vou aos sábados, mas é possível adaptar conforme cada agenda do pessoal", comenta.


Por causa desse extenso planejamento, Tatiane reforça que o trabalho voluntário precisa ser levado a sério e traz uma enorme responsabilidade. "É importante deixar claro que o voluntário precisa ter compromisso e ser tratado como se fosse qualquer outro trabalho, porque a sua presença ali é importante para impactar a vida de uma pessoa", defende. Ela ainda comenta que depois que o palhaço cria um vínculo com o hospital em que atua, as pessoas sentem falta e até comentam que passaram a semana toda esperando pela visita. "E isso é muito gratificante", diz Tatiane.


O vínculo criado em cada instituição de saúde é fundamental até para criar as metodologias que serão abordadas em cada espaço. "Eu, por exemplo, gosto muito da questão musical e de contar história. Muda de hospital para hospital, mas uma parte do trabalho do palhaço é estar preparado para o momento, improvisar e compreender os contextos que cada paciente e profissional está envolvido", explica.


A voluntária conta que ao colocar seu figurino é como se a sua alma de Tatiane saísse do corpo e desse vida à personagem. "Hoje eu me divirto e tento levar essa diversão a quem precisa. É preciso ter um desprendimento para poder performar, cantar, atuar, fazer piada e não deixar que tudo seja levado muito a sério", explica. E relembra: "Minha personagem é totalmente diferente da Tatiane, até porque eu jamais usaria uma roupa de bolinhas com calça social vermelha e sapato de estampa de onça".


Durante a conversa, ela lembra de uma história em que ela e sua dupla entraram na sala de inalação com um senhor, que aparentava estar triste. Como a inalação libera fumaça, ela encontrou uma oportunidade para fazer uma piada. "Eu falei 'o senhor sabia que não pode fumar aqui dentro?', aquele senhor começou a rir tanto que foi perceptível que seu dia havia mudado", relata.


Para Tatiane, é justamente esse o maior aprendizado que o Nariz traz ao voluntário. "A proposta não é ser invasiva, a gente consegue saber o momento de fazer piada, mas é um jeito diferente de aprender a lidar com a dor e levar o sorriso e o conforto a quem precisa", finaliza.


Em dezembro o Nariz Solidário receberá 21 novos voluntários, que foram capacitados em amplo processo durante o ano de 2022, e que agora passam a fazer parte efetivamente dos trabalhos da ONG, atendendo hospitais do SUS e Caps de Curitiba e Região. Acompanhe nosso blog e redes sociais para conhecer os futuros voluntários!


Ficou interessado em saber mais e ser um voluntário no Nariz Solidário? Acompanhe nossas redes sociais e nosso blog, que avisaremos quando o próximo processo seletivo for aberto. E se você quiser contribuir com o projeto, saiba as formas de ajudar o Nariz Solidário clicando aqui.



Sobre o Nariz Solidário


A Associação Nariz Solidário existe desde 2014 e já impactou mais de 100 mil pessoas, atuando em frentes de promoção ao voluntariado, à arte, à cultura, à articulação em rede, no desenvolvimento de artistas, na realização de oficinas de empatia, de encontros nacionais para desenvolvimento de lideranças de grupos parceiros e na criação de diversos eventos.


Em 2019, foi premiada em 1º lugar na categoria Gestão de Voluntários no 1º Prêmio Impulso de Boas Práticas no 3º Setor, organizado pelo Programa Impulso, do Instituto GRPCom. Em 2021, com as práticas realizadas no projeto "De Nariz para Nariz" durante a pandemia, foi laureada nos Prêmios RPC GAME, Dhesca Brasil Memorial da Pandemia e venceu o maior prêmio de Marketing do Paraná, promovido pela ADVBPR, na categoria Social.


Para saber mais:

www.narizsolidario.org/apoie

https://linktr.ee/narizsolidario

Site: www.narizsolidario.org

Facebook e Instagram: @narizsolidario

Telefone: (41) 99677-8713 (apenas WhatsApp)

E-mail: narizsoliodario@gmail.com


Contatos com a imprensa:

Pedro Macedo - (41) 991475785

narizsolidario.comunicacao@gmail.com


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