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#OlivierCuritiba uma viagem à La Belle Epoque 40/50

31.08.2017

 


A passagem de Olivier-Hugues Terreault foi marcante para Curitiba. Por meio do convite e produção do Curitiba Circense e Nariz Solidário, o palhaço canadense esteve na cidade para uma sequência de ações cujo objetivo principal era a reflexão sobre a importância do palhaçaria hospitalar como ferramenta terapêutica. 

Olivier iniciou sua trajetória em Curitiba fazendo uma visita de reconhecimento dos espaços históricos da cidade, especialmente aqueles frequentados tradicionalmente por idosos – população a qual vem dedicando seus estudos. 

Na sequência, a convite do Nariz Solidário, Olivier Terreault levou seu palhaço Marco Antonio para uma visita ao Hospital do Idoso Zilda Arns. – local onde o grupo atua – e lá se pode ver a potência de sua ação artístico-terapêutica. Na sequência da visita, a troca de sensações, informações e orientações foi intensa entre os palhaços e palhaças que participaram da visita. Olivier, generosamente, identificou atributos no trabalho desenvolvido pelo grupo no local, e apontou muitas potencialidades a serem exploradas, tanto individualmente para cada palhaço atuante, quanto para o grupo em geral. Visitaram com Marco Antonio, os palhaços Nilovsky e Roosevelt e a palhaça Mina. Nanique, ficou deNicole Sourient mesmo e se responsabilizou pelos registros fotográficos. 

Na noite de sexta-feira, Olivier Terreault recebeu os convidados para sua palestra “Palhaço Hospitalar: quem ajuda quem?” em sua figura clownesca chamada Cara de Nada. Um palhaço de energia intensa, falador do corpo, que brincou, divertiu-se e divertiu a todos e todas que esperavam por sua palestra no Espaço Fantástico das Artes. No público, palhaços, representantes de hospitais, artistas, profissionais da saúde, palhaços voluntários, curiosos, enfim, uma plateia cheia de anseios e curiosidades. Eis que entra Marco Antonio, lançando cravos vermelhos ao público antes de dar lugar à Olivier e sua palestra incrível. O artista abordou um pouco de sua percepção sobre o mundo do palhaço e sua concepção terapêutica do palhaço hospitalar. Encerrou contando um pouco de sua pesquisa relativa à população idosa e especialmente à demência nessa fase da vida deixando o público em pé para aplaudi-lo longamente! Ao final, o artista foi presenteado pela produção do evento com um boneco de Marco Antonio, uma peça de incrível artesania feita pelas mãos de Iza Pucci. A emoção foi geral. 

No sábado e domingo foi a vez do curso “Palhaço em hospital: da pediatria à geriatria” e logo cedo estavam duas dezenas de pessoas ávidas por uma imersão na pesquisa do palhaço sob a tutela de Olivier. A expressão artístico-terapêutica do palhaço canadense é de altíssima complexidade. Ter realizado uma visita ao lado dele permitiu a empírica constatação desse ponto, assim como possibilitou identificar tamanha potencialidade. No curso, afetuosamente, Olivier faz um escrutínio de sua percepção sobre o palhaço e entrega ao público a experimentar. Ele destrincha os fundamentos de sua atuação e oferece aos participantes, que com igual generosidade, entregam-se. Olivier é literalmente um maestro das técnicas e das emoções. Fortes emoções, assim como o trabalho do palhaço em hospitais. 

Nós, enquanto produtores e grupo atuante em instituições de atenção à saúde, não medimos esforços para executar a vinda do canadense à Curitiba. Isso, pois identificamos de pronto em nossa atuação como palhaços em hospitais a carência de pesquisas nesse campo desenvolvidas localmente. Nosso trabalho demandava contribuições mais profundas no campo da atuação com idosos e na concepção do palhaço terapêutico. Veio daí o sonho, o desejo e a necessidade premente de uma contribuição profunda que Olivier acabara de trazer. 

É também evidente que o que tivemos nesse período foi um fragmento da pesquisa de Olivier que possui um amplo leque de ofertas formativas, as quais pretendemos explorar futuramente. Entretanto, as reflexões ensejadas por essa experiência vão reverberar por muito tempo. Com toda certeza forjarão novas práticas a partir de novas reflexões e em diálogo com as diversas realidades e formas de pensar o palhaço de cada indivíduo e de cada grupo de humanização. E essa é a mais complexa missão: apropriar-se dos conhecimentos socializados pelo curso e transforma-los em novas ações, com novas identidades, novas formas de pensar e atuar! Desejamos sorte a todos e todas nesse passo!

Esperamos, enquanto produção, ter contribuído para a reflexão e a qualificação do trabalho hospitalar por meio do palhaço na cidade de Curitiba e outras cidades participantes! Em outubro realizaremos a Oficina: improvisação de palhaços em hospitais com Edran Mariano, ator e produtor doAntropofocus™ e diretor artístico do Nariz Solidário. Gostaríamos de ter todos e todas conosco novamente!

A todo mundo que participou dessa produção de alguma maneira, que de um sonho distante tornou oficina possível, nossa eterna gratidão! Ao Espaço Fantástico de Artes e Cia dos Palhaços, muito obrigado! 

Amor e gratidão! 🚑❤️🤸‍♀️

Foto: Cleber Borges. 

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