Relato de Hospital #30

"Mexa seus braços como um passarinho" Estávamos eu e Esperanza acompanhados pelos aspirantes do Nariz Solidário, Maninho, Aldenora e Ariela. O dia estava chuvoso e frio, mas nossos corações estavam quentes e dispostos! Apesar do frio, as crianças estavam muito animadas e, as que podiam, estavam fora da cama. Em cada quarto que entrávamos, era muito fácil estabelecer um jogo, uma brincadeira, porém estava difícil sairmos para outro quarto, as crianças estavam excepcionalmente dispostas a ponto de saírem dos quartos e nos acompanharem no corredor, e este se tornou um parque de diversões. Entre nós uma garotinha numa cadeira de rodas, aborrecida por não poder brincar como as outras. Foto: Tha

Relato de Hospital #29

"Mãos ao alto" Era um dia comum de visitas, ou melhor, eles sempre são inusitados. Nós entramos pelos corredores e quartos, e era gente sorrindo por todos os lados. O bom sempre é carregar alegria, seja com voz desafinada, cantoria fraca, com ou sem alegoria, mas o importante é levar uma escuta atenta, e se der de lambuja, guardar uma risada roubada... Nesse dia começou um passeio, a princípio em carreata. Ah,... e com direito às "mocinhas da cidade", foi uma verdadeira viagem... Movimentos lentos, bengalas que o apoiavam, mas que também frequentemente iam ao alto, e desde então tínhamos um companheiro fiel, que por quase 2 meses, em cada visita nos cortejava e nos guiava, Tocando, dançando

Vimos Pais - Especial dia dos Pais

Vimos Pais. Vimos um Palhaço dar um beijo na testa da sua filha que acabou de nascer, por que ele precisava entrar quarto a quarto e encontrar com outros Filhos e Filhas lá no hospital. Vimos um Palhaço segurar o arrebento de ver um garotinho na UTI, da idade do seu filho. Vimos um Palhaço dar um beijo na testa da sua filha que acabou de nascer, por que ele precisava entrar quarto a quarto e encontrar com outros Filhos e Filhas lá no hospital. Vimos um Palhaço segurar o arrebento de ver um garotinho na UTI, da idade do seu filho. Vimos Pais nos corredores sustentando os braços de suas esposas que iam de encontro aos seus pequeninos e pequeninas no leito logo a frente, enquanto isso, ao mesmo

Relato de Hospital #28

A curiosidade estava a flor da pele, literalmente, pois naquele mesmo dia eu havia passado por um jardim e roubado algumas flores que ali estavam. O clima estava leve, nossos jogos fluindo, as enfermeiras interagindo, até que entramos naquele quarto: o quarto que estava prestes a deixar sua marca para sempre em minha mente. Brincadeiras rolavam, sempre com palavras e músicas, até que um olhar se encontrou ao meu e ali o tempo parou... a paciente não poderia nos ouvir, senti sua necessidade em receber atenção, seus olhos estavam cheios de lágrimas. Os demais estavam interagindo com outros pacientes no mesmo quarto, não perceberam a conexão que ali acontecia. Sinalizei um “oi” com a mão e ela

Relato de hospital #27

Foi lá, naquele quarto, na ala infanto-juvenil em uma visita inusitada que a conheci, Ana, a menina linda que rimava com ama. Adolescente, quatro dias internada vítima de um acidente ao qual lhe rendeu bons pontos nos braços, dores e que ainda um Robô nos separava. Ali naquele hospital a esperança e sorriso disparado de uma menina com a vida inteira pela frente. Ana Sorridente, com suas mãozinhas sobre a boca, emocionada nos abraçou virtualmente com tanto entusiasmo que foi real! Eu e Frutuoso flutuando em uma dimensão jamais explorada, a virtual, envolvidos pelo sorrido daquela linda e alegre jovem! E assim pelas beiradas, descobrimos que ela morava na cidade do “Uberaba”, um bairro aqui de

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